![]() |
||||||||||||||
|
||||||||||||||
| Lançamento na Fnac Chiado | ||||||||||||||
O livro relata o caso do jornalista Manso Preto, que em Dezembro de 2004 foi condenado por desobediência ao tribunal, uma vez que se recusou a revelar a identidade de uma fonte que lhe pedira confidencialidade no âmbito de uma investigação sobre agentes infiltrados pela Polícia Judiciária de Setúbal em redes de tráfico de droga. Na sessão de lançamento compunham a mesa – além da autora e da apresentadora da obra – Isabel Garcia, editora da MinervaCoimbra, e Mário Mesquita, director da colecção de Comunicação, bem como o jornalista Manso Preto, que contou a sua história desde a primeira chamada a tribunal como testemunha dos irmãos Pinto até ao momento em que ouviu o veredicto e soube que estava condenado a 11 meses de prisão com pena suspensa por três anos. Manso Preto lança desafio sobre a PJ de Setúbal
O jornalista assinalou ainda que a sua recusa nunca pretendeu ser "uma afronta ao tribunal, mas uma questão de princípio" e afirmou que os três anos que demorou o processo – de 2002, quando foi arrolado como testemunha e se recusou a revelar a fonte, a 2005, quando foi absolvido – o "desmotivaram muito em termos profissionais" e lhe deixaram, até hoje, um "medo de escrever" e uma tendência para a "autocensura". Manso Preto, que também falou sobre o exercício do jornalismo e o muito que fica por contar ao público na área da criminalidade, aproveitou a sessão para lançar um desafio, também expresso no livro: "O inspector Arménio da PJ de Setúbal foi detido na sequência de uma apreensão de cerca de três centenas de quilos de cocaína. Está preso nas instalações da PJ na Gomes Freire e seria interessante que algum magistrado fosse ouvir o que ele tem para contar". Um livro "escorreito" e com uma "base sólida de pesquisa e de pensamento"
"Qualquer pessoa consegue agarrar nele, lê-lo até ao fim e compreender aquilo que a autora quer dizer: tem demonstração e tem uma tese, o que em qualquer livro é bom e num livro jurídico, ou para-jurídico, é fantástico", sublinhou a jornalista da SIC a propósito da obra. Por seu lado, o professor Mário Mesquita descreveu o ensaio como "um livro interessante, um livro a ler, que tem que ver com um debate de actualidade que se vai prolongar". Também Manso Preto assinalou que a autora "pegou no tema com grande seriedade, o que é útil não só para a classe jornalística mas também para sensibilizar o poder judicial e os cidadãos". |
||||||||||||||
© 2006-7 www.sigiloprofissional.com |
||||||||||||||